terça-feira, 14 de maio de 2013

Corações férteis


Há sempre um novo passo a ser dado. Uma nova conquista a ser alcançada. Um novo degrau pra subir. 
Para quem é solteiro...quando vai namorar. Para quem namora...quando vai casar. Para quem é casado...quando vem o bebê. E o próximo bebê, e o próximo sonho.
De quem?
Tão importante quanto ter os olhos no futuro é ter sensibilidade para saber sobre o próprio desejo.
Não o desejo dos outros, mas o seu.
Porque somente encontros genuínos são campos férteis para fazer nascer o amor.
Entre namorados, entre casais ou entre pais e filhos.
Somente o coração livre se permite entrelaçar no nó do outro, até descobrir que a solidão é, na verdade, necessária ao autoconhecimento, mas é preciso ir e vir. 
É preciso saber cuidar do próprio jardim, mas também passear pelo jardim do outro sem pisar nas folhagens, sem arrancar as flores.
Por isso, não existe amor sem respeito.
Quando for discordar, converse. Quando for dar opinião, faça isso de maneira respeitosa.
Não importa a idade nem o grau de parentesco, não importa o quão longe estamos uns dos outros.
O terreno apropriado para fazer surgir a paz, ainda é a palavra.